quinta-feira, 8 de julho de 2010

WHATEVER WORKS

Ranzinza, pessimista, descontente, frio, calculista, pé no chão... Um pouco de realidade nos torna mais humanos e justifica nossa racionalidade, mas na verdade está numa boa dose de sonhos, credulidade, ingenuidade, curiosidade e rompantes de coragem as cores que fazem a vida valer a pena!

Sabe aquela teoria de que há cores infinitas dentro do preto, por mais que a primeira vista nos pareça estranho?

Um aparentemente incompativel encontro entre os dois extremos faz do novo filme de Woody Allen, TUDO PODE DAR CERTO, uma comédia leve para quem está com preguiça de reflexões, e um prato cheio de filosofia aos que enxergam através do espelho.

Vale muito a pena! Ainda que seja para discordar das teorias!

Um pouco de material para tirar o marasmo das novidades que andam aparecendo aos pingos...

Afinal as sutilezas são tão produtivas quanto o óbvio!

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

RUMO A TERRA CONHECIDA!

É esta a cara que o dia tem ao nascer sob asas!

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Alguns dias, um carro, tanque cheio, óculos escuros, malas estufando de roupas e sonhos!

Planejar é sempre parte interessantíssima do futuro.

Os sonhos acabam se confundindo com a realidade uma hora ou outra, e isso sempre coloca uma pitada de encanto no dia a dia.

Planejar é dar asas ao sonho! Pensar nas possibilidades, farejar o cheiro que tem a vista no horizonte, fechar os olhos para ver melhor!

E quando assim, de olhos fechados e coração aberto, o sorriso me vem aos lábios, é certo que encontrei finalmente o sentimento que sempre soube que existia, mas não ousava dar nomes...

Não cabe a ele nome algum, porque são tantos em um!

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

AO BRILHANTE ESCRITOR...

"Mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo."

JOSÉ SARAMAGO

*16/11/1922 +18/06/2010

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

BRASILIA - 50 ANOS

Eu, nessa fase mochileira em que posso hoje estar aqui e amanhã no outro extremo, viajei mais de cinco horas para chegar lá.

Fiz questão!

Dia azul, lindo, cheio de calor.

Comemorando seus cinquenta anos, Brasilia amanheceu colorida e rica de sotaques. Todos juntos na Esplanada, para participar da festa que quase não aconteceu.

Por todas as notícias que temos ouvido sobre a capital do país, seu aniversário quase passa sem comemoração. Poucos tiveram coragem de associar suas marcas aquela cidade que não sai das páginas escandalosas de jornais e revistas. Os espaços nas placas e estruturas de palco, antes disputadíssimos, estavam vazios.

Mas nós, brasilienses nascidos, criados, adotados ou apenas já tão familiarizados com a cidade-céu, não nos esquecemos.

No palco principal uma festa de cores e homenagens. Porque ainda que tantos não compreendam que comemorar cinquenta anos de Brasilia signfica comemorar cinquenta anos de um Brasil novo, ainda há aqueles que sabem que Brasilia é um Brasil misturado! Brasília é um resumo de saudades e esperanças, passado e futuro, cheios de detalhes.

Eu não perderia jamais ver Nando Reis cantando engasgado as músicas que o Brasil conheceu na voz de Cássia Eller, que daquela água bebeu. Daniela Mercury explodindo em cores ao abrir os braços para cantar "Brasil... Meu Brasil brasileiro", "Moro num País Tropical" e tantas outras músicas que reúnem vozes de toda uma nação que mora no "DF"... Zelia Duncan lembrando os versos de Renato Russo, eterno poeta candango, Osvaldo Montenegro em voz e violão, e tantos outros artistas desta terra de "água boa".

Em Brasília eu conheci sentimentos tantos e tão destintos. Inícios e fins. Inspirações. Brasília está cada vez mais se mesclando ao meu futuro, e foi lá que li pela primeira vez a crônica de Clarice Lispector explicando os meus sentimentos tão iguais aos dela, despertados por esta cidade:

"Se eu dissesse que Brasília é bonita veriam imediatamente que gostei da cidade. Mas se digo que Brasília é a imagem de minha insônia vêem nisso uma acusação. Mas a minha insônia não é bonita nem feia, minha insônia sou eu, é vivida, é o meu espanto. É o ponto e vírgula. Os dois arquitetos não pensaram em construir beleza, seria fácil: eles ergueram o espanto inexplicado. A criação não é uma compreensão, é um novo mistério."

Se em ti começo meu começo outra vez, Brasília, aí então serão outros cinquenta!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

FALA, RUBEM!

Foi o Rubem quem disse.

Poderia ter sido minha avó ou a sua. Ou um de nós daqui alguns anos. Mas talvez não com tanta precisão como as palavras do Rubem.

Então... Fala Rubem!

"Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

(...)

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre.

(...)

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

(...)

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim"

(Trecho de TENIS X FRESCOBOL - Rubem Alves)

segunda-feira, 29 de março de 2010

POEIRA VERMELHA

Pé na estrada outra vez.

Direção defensiva. Acelerador. Parabrisas. Retrovisor. Buzina.

E eu que sempre adorei uma estrada... Sabe tudo o que quero agora?

Dirigir de volta!

Não enchergar o futuro e ainda assim ter a confortavel certeza de que ele finalmente está ali na frente me traz uma paz sem tamanho!

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sexta-feira, 19 de março de 2010

TIETAGEM DECLARADA!

Sou tiete, sou mesmo!

Tiete: fã, admirador entusiasta.

Todas as vezes que gosto de alguma coisa ou de alguém, repito esse meu gesto de tietagem. Quero ver, ouvir, falar. Quero estar perto, quero tocar. Quero trazer para o meu mundo o quanto puder daquilo ou daquele que mexe comigo.

Descobrir as razões, marcar encontro com os encantos, saber mais sobre.

Sou tiete de histórias de vida bacanas, de músicas tocantes, de cenários exatos. De corações expostos, de sem vergonhices delicadas, de bocas que não se calam. De vidas que não se esquecem de viver.

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