...Dos nós do dia a dia, dos pensamentos que escapam, dos pensamentos que liberto, dos suspiros e da apinéia. Escrever é estar um pouco mais perto dos sentimentos enraizados, ler os meus escritos é estar um pouco perto de mim. Sejam bem-vindos!
Correria! Nem tenho conseguido escrever direito e tem me feito muita falta!
Aliás... Tanta coisa anda me fazendo falta... Mas a Evolução da Espécie já provou nossa capacidade de mutação para nos adaptarmos ao meio... Eu ando sobre duas pernas e você também porque um dia tivemos que aprender a fazer isso! E que bom, não? rs...
Mas enfim... vamos ao tópico...
COINCIDÊNCIAS... existem?
Uma noite dessas peguei o elevador certo na hora certa... Que medo! Parece que ainda estou dentro dele e ele não para de subir!!! O friozinho na barriga é uma delícia, mas só posso perceber se eu parar de me perguntar em que andar ele vai parar!
Hoje meus escritos terão dois tópicos, que talvez, quem sabe, se encontrem no final.
Primeiro... Já faz mais de um mês que ganhei um vale dvd de presente. Descobri na loja que eu poderia escolher qualquer produto, então me resolvi por cd´s. Ando sem tempo de parar para "ver" alguma coisa.
Passei pelas fileiras de cd como quem folheia revista e escolhi três, de gêneros e tempos diferentes, mas todos antigos (sempre gostei do charme retrô, e me parece um "lenço de seda maaaravilhoso da vovó" ter como acessório curinga Aretha Franklin cantando enquanto checo meus e-mail via celular.).
Vai a dica: "60´s SOUL", da série The Masters, com clássicos das soul music; "THE DANCE" de show já de reunião de clássicos em 1997, dos Fleetwood Mac (se você nunca ouviu falar, lembre-se de "Dreams" gravado pelo The Coors) e o mais recente entre os escolhidos, CONTINUUM, de 2006, do John Mayer (indescritível acordar ao som de VULTURES).
O segundo tópico da minha postagem de hoje diz respeito a uma parada rápida em frente à tv, brincando com o controle remoto. No Multishow a Mônica Waldvogel mostrava um trecho de MANHATTAN, filme de Wood Allen, e fazia a pergunta do bloco final do Saia Justa:
"Por quais motivos se vale a pena viver?"
Então... Depois de acabar vendo o programa até o final e ouvindo as listas delas, lá a vai minha:
- Primeiros acordes de uma música nova
- Raio de sol morno de fim de tarde e todas aquelas cores no céu
- Dar uma risada espontânea
- Nome da pessoa amada piscando no visor do celular
- Dirigir de volta para casa sem pressa e de tanque cheio
- Cheirinho de terra molhada quando a chuva vem
- Cama desarrumada me esperando no sábado quando volto do trabalho cheia de sono
- Almoço de mãe
- Chegadas em aeroporto
- Céu estrelado (mais ainda em noite de lua)
- Mergulho na piscina em dia quente
- Presente de chefe fora de datas comemorativas (por mérito e carinho, nada a ver com o teste do sofá! rs...)
- Adorar ficar acordada de madrugada e ver que morar novamente com os pais quer dizer ter sempre o pai na sala para papear nesta mesma hora (sim, puxei a ele!)
- O primeiro gole da cerveja gelada depois de um brinde com um dos melhores amigos
- Ter na lista de amigos os antigos e os novos reunidos
- Dançar de olhos fechados alguma música que eu adore
- Testar uma caixa nova de lápis de cor em uma folha branca
- Cantar os refrões do U2, ouvir jazz enquanto escrevo, blues em noite fria, rock´n roll setentista para reabastecer a alma, músicas dos anos 80 para se divertir e Nando Reis e variáveis nos intervalos.
-Ter no mp4 mais de mil e quinhentas músicas e não se cansar de nenhuma!
- Beijo na boca
- Tomar banho ouvindo música (e lavando os cabelos)
- Descobrir combinações novas entre as roupas velhas
- Minhas filhas-cadelas Tina e Tetê dormindo "abraçadas" ao meu calcanhar enquanto eu assisto o Jornal Nacional
- Livro bom
- Vento e brisa - cada um a seu tempo
- Estar viva e poder mudar de vida a qualquer momento em que as asas sentirem necessidade!
Há uma certa solidão, um sentimento incompleto.
Palavras desconexas, falta algum "elo" alí entre quase todas elas. Entre um sorriso e um olhar feliz é preciso que haja uma ponte invisível e ela nem sempre está ali.
Ás vezes a gente acorda assim.
E são nesses dias que prezo ainda mais a música e a solitude.
Ouço alguns acordes e já começo a ligar as palavras uma a uma. Hora a um sustenido, hora a um bemol.
Sabedoria é mesmo entender o momento certo em que meio tom (para cima ou para baixo) faz toda a diferença.
Mas sabe de um segredo? Ainda erro as notas de vez em quando...
...Ainda mais quando ouço a Ana Cañas cantando "Esconderijo" no meu ouvido.
Livres, crescentes, se manifestando em curvas para o alto.
Alcançar, viver, florescer a semente germinada.
Gostoso é ser gradativa e seguir tecendo a colcha.
Porta jóias se abrem um a um revelando meu tema - um por dia, sem cansar.
A minha rotina inexistente me permite ser todas, como um barista que sabe exatamente o que compõe cada gole de um novo café, e que intimamente tem sempre o seu predileto. Aroma, consistência, notas de sabor.
Cachos, tecelagem, chaves de porta jóias e café cremoso nesta tarde de segunda-feira.
Valer-se do benefício da dúvida...
Tática honesta e porreta! Passei a aderir.
Sem mais perguntas.
Não há borracha para as tintas que já estão na parede, mas há tintas de outras cores, há quadros, cortinas e tantos outros artifícios.
Com um pouco de criatividade a gente muda o que vê, mas as paredes continuam as mesmas que a gente construiu.
Já não sei mais o que sinto e nem se é real a minha impressão de que sempre que falamos da velha casa é com a garganta seca e os olhos cerrados.
Há uma certa loucura em pensar que há fuga. Afinal... Fuga do quê?
Uma demência na tolice de achar que meu quarto continua arrumado e cheirando o meu perfume com meu nome na porta. Gostaria de saber só pra saber. Há um certo apego na primeira casa da gente, mesmo que a gente já tenha se mudado de lá para não mais voltar.
Há uma doce anestesia na ignorância... A gente caminha e vive no pulso do peito e uns suspiros de vez em quando.
Alternando entre o sim e o não, ouvindo propostas em forma de "cantada à mulher casada" ao pé do ouvido e pesando as consequências de uma mudança brusca de direção, me lembrei que sempre foi assim, assumindo riscos e com muita intuição, que construí os meus degraus mais sólidos de escada.
Então me deixei seduzir e decidi:
ESTOU DE MUDANÇA PARA A LIGA DA JUSTIÇA!!!
Mais um lance de escada, mais um voto de confiança, mais um tijolo no meu castelo que nunca foi construido às pressas porque não paro de sonhar novos aposentos!
Nada mal virar produtora do Batman, do Homem Aranha, do Super Homem e de quem mais o Mickey mandar!