Chuva!
Há tempos não chovia tanto.
Água caindo e umidecendo qualquer vestígio de terra seca do lado de fora.
Vidros embaçados do lado de dentro, ruas alagadas e o volante nos obrigando a parar no acostamento.Nos braços do abraço, nos esquecemos de vigiar e lá se foram as reservas do restaurante.
De dentro do carro, a chuva tornou-se enfeite de mesa posta, vela acesa destes nossos jantares secretos em que tiramos os tênis amortecidos e degustamos conversas intimas polvilhadas com risadas.
Fome saciada.
Meu e tua em secreto ato cômico (este nosso, de rir dos que nos elogiam um para o outro em ingênuos galanteios antes que o ponteiro encoste no dez).
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