Eles eram, sem medo dos discursos de individualismo, os dois um só. E quem duvida que era somente isso que importava?
...Dos nós do dia a dia, dos pensamentos que escapam, dos pensamentos que liberto, dos suspiros e da apinéia. Escrever é estar um pouco mais perto dos sentimentos enraizados, ler os meus escritos é estar um pouco perto de mim. Sejam bem-vindos!
Eles eram, sem medo dos discursos de individualismo, os dois um só. E quem duvida que era somente isso que importava?
Eu, nessa fase mochileira em que posso hoje estar aqui e amanhã no outro extremo, viajei mais de cinco horas para chegar lá.Fiz questão!
Dia azul, lindo, cheio de calor.
Comemorando seus cinquenta anos, Brasilia amanheceu colorida e rica de sotaques. Todos juntos na Esplanada, para participar da festa que quase não aconteceu.
Por todas as notícias que temos ouvido sobre a capital do país, seu aniversário quase passa sem comemoração. Poucos tiveram coragem de associar suas marcas aquela cidade que não sai das páginas escandalosas de jornais e revistas. Os espaços nas placas e estruturas de palco, antes disputadíssimos, estavam vazios.
Mas nós, brasilienses nascidos, criados, adotados ou apenas já tão familiarizados com a cidade-céu, não nos esquecemos.
No palco principal uma festa de cores e homenagens. Porque ainda que tantos não compreendam que comemorar cinquenta anos de Brasilia signfica comemorar cinquenta anos de um Brasil novo, ainda há aqueles que sabem que Brasilia é um Brasil misturado! Brasília é um resumo de saudades e esperanças, passado e futuro, cheios de detalhes.
Eu não perderia jamais ver Nando Reis cantando engasgado as músicas que o Brasil conheceu na voz de Cássia Eller, que daquela água bebeu. Daniela Mercury explodindo em cores ao abrir os braços para cantar "Brasil... Meu Brasil brasileiro", "Moro num País Tropical" e tantas outras músicas que reúnem vozes de toda uma nação que mora no "DF"... Zelia Duncan lembrando os versos de Renato Russo, eterno poeta candango, Osvaldo Montenegro em voz e violão, e tantos outros artistas desta terra de "água boa".
Em Brasília eu conheci sentimentos tantos e tão destintos. Inícios e fins. Inspirações. Brasília está cada vez mais se mesclando ao meu futuro, e foi lá que li pela primeira vez a crônica de Clarice Lispector explicando os meus sentimentos tão iguais aos dela, despertados por esta cidade:
"Se eu dissesse que Brasília é bonita veriam imediatamente que gostei da cidade. Mas se digo que Brasília é a imagem de minha insônia vêem nisso uma acusação. Mas a minha insônia não é bonita nem feia, minha insônia sou eu, é vivida, é o meu espanto. É o ponto e vírgula. Os dois arquitetos não pensaram em construir beleza, seria fácil: eles ergueram o espanto inexplicado. A criação não é uma compreensão, é um novo mistério."
Se em ti começo meu começo outra vez, Brasília, aí então serão outros cinquenta!
Foi o Rubem quem disse.Poderia ter sido minha avó ou a sua. Ou um de nós daqui alguns anos. Mas talvez não com tanta precisão como as palavras do Rubem.
Então... Fala Rubem!
"Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
(...)
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre.
(...)
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...
(...)
Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim"
(Trecho de TENIS X FRESCOBOL - Rubem Alves)
Sou tiete, sou mesmo! Tiete: fã, admirador entusiasta.
Todas as vezes que gosto de alguma coisa ou de alguém, repito esse meu gesto de tietagem. Quero ver, ouvir, falar. Quero estar perto, quero tocar. Quero trazer para o meu mundo o quanto puder daquilo ou daquele que mexe comigo.
Descobrir as razões, marcar encontro com os encantos, saber mais sobre.
Sou tiete de histórias de vida bacanas, de músicas tocantes, de cenários exatos. De corações expostos, de sem vergonhices delicadas, de bocas que não se calam. De vidas que não se esquecem de viver.
***********************************************************************************
Pequena pausa no dia.Neste momento vejo a chuva da janela bem a minha frente. Faz uma tarde escura, nublada do tipo que não se sabe quando as nuvens vão passar. O bom é que venta uma brisa fresca que em nada lembra o seu início ensolarado e escaldante.
Tem dias em que a cabeça da gente parece não cooperar. Tanta coisa para fazer e ela para sem avisar.
Ando tão emotiva e conheço bem meu corpo e minha mente quando eles avisam que há algo estranho no ar... Uma nota destoante ou um ritmo descompassado. Sou aliada de mim mesma e ainda não aprendi completamente a respeitar meus próprios sinais.
Existe uma parte de mim que ainda não se encaixou nas coisas... Ou será que é hora de querer procurar coisas que se encaixem nela?
O que me sustenta é a capacidade de não guardar para mim só essas angústias. Amigos, amor e as frases soltas que deixo por aqui... Tudo isso me alivia de alguma forma.
Dia de ficar quieta, ouvir o som e tentar entender de onde vem. Há um grito aqui dentro do peito que precisa ser ouvido. Ele é quase triste, mas acho que é só para chamar atenção.
Ter a medida dos atos é compreender o início e o fim de cada tempo. E que tarefa complicada! Preciso dosar o quanto de mim eu coloco em cada receita, senão desando o jantar.
Sinto falta de tinta, sinto falta de recortes coloridos, de tesouras picotando, de pincel, de música e de esquecer que a minha liberdade precisa ser domesticada!
***********************************************************************************
SEMPRE PROCURANDO VER O LADO BOM DAS COISAS...*
*
*
Coisas que uma crise de amigdalite aguda pode proporcionar a você:
- atestado para o trabalho e para o resto todo (sim, você se torna uma ameaça ambulante!)
- silêncio absoluto forçado por pura dor (quando a gente cala, comete tão menos deslizes!)
- terminar finalmente de ler aquele livro que está na cabeceira
- fazer dieta liquida por quatro dias
- namorar via mensagem de celular o dia inteiro (ok...não preciso de amigdalite para isso...rs...mas assim sendo, é o ÚNICO meio!)
- dormir a todo momento e acordar sem saber direito que horas são (a não ser quando toca o alarme dos remédios)
- assistir sessão da tarde sem peso na consciência (confesso que estando a beira de lançar um projeto, minha primeira reação ao saber do diagnóstico foi uma crise nervosa!)
- tomar sopinha feita pela mãe... batida no liquidificador e bem temperada, porque o repouso é em casa e não no hospital!
- ter aquele tempo que faltava para atualizar os escritos
- ver todos os seriados da madrugada sem tirar os olhos da tv (não, não há nada mais urgente!)
- passar o dia de pijamas sem o mínimo desconforto
- não atender telefonemas chatos (silêncio ABSOLUTO, lembra? rs...)
- ler todas as revistas que eu vi na banca e quis mas não comprei antes porque iam ficar encostadas
- morrer de frio e ficar debaixo do cobertor enquanto todos estão derretendo de calor
- aprender a aceitar as pausas por pura obrigação (desacelerar de vez em quando faz um bem incalculavel... mas a gente esquece disso!)
- ajeitar na cabeça aqueles assuntos que a gente evita pensar!
- fazer manha, mesmo que de leve, porque logo, logo, tudo volta ao normal!!!
***********************************************************************************
Post Pré Carnaval.
Só podia mesmo ter muito confete e serpentina... Mas não desse tipo. Cada um escolhe o "confete" que quer para o seu feriado, e eu estou saindo de viagem. Não me importa se a gente vai chegar a ir à Chapada (já aprendi que a chuva sempre cai no feriado...rs), se vamos ao teatro ou se vamos ficar trancadas assistindo DVD. Se vou conseguir multiplicar o tempo para rever os candangos amigos ou se vou apenas me esquecer de onde estou. Não importa porque sei que meu tempo será feliz contigo!
O que importa mesmo é a PAUSA e o controle remoto na cabeceira. Estirar-se num canto nosso e decidir as horas depois.
Sem fantasias nem máscaras. Nossa melhor maquiagem é esse sorriso que não se apaga!
*****************************************************************************
silêncio e música.
contradições.
opostos.
complementares.
travesseiro e volante.
calça jeans e vestido de jersey.
mente cansada, corpo dolorido procurando meu canto.
como é mesmo que se curam os soluços de bebês???
"Baby, baby, please, don´t give up this fight!!!"
***********************************************************************************
Mas enfim... vamos ao tópico...
COINCIDÊNCIAS... existem?
Uma noite dessas peguei o elevador certo na hora certa... Que medo! Parece que ainda estou dentro dele e ele não para de subir!!! O friozinho na barriga é uma delícia, mas só posso perceber se eu parar de me perguntar em que andar ele vai parar!
Feche os olhos e sinta...
***********************************************************************************